22 de Outubro de 2019
Gengivectomia e gengivoplastia: cirurgias plásticas periodontais


Gengivectomia e gengivoplastia se enquadram na classificação de cirurgias periodontais - procedimentos que visam à prevenção e à correção de alterações gengivais na mucosa alveolar e no osso. Saiba mais sobre essas técnicas cirúrgicas que possuem grande apelo pelos pacientes.

Gengivectomia
Uma técnica antiga que se resume à excisão de tecido mole. Indicada em situações de:
Hiperplasia gengival.
Fibromatose gengival idiopática.
Bolsas supraósseas rasas.
Pequenas correções estéticas.

A técnica de execução da gengivectomia pode ser executada de duas formas: incisão em bisel verdadeiro e incisão em bisel inverso. A primeira é indicada em caso de correção de altura associada à diminuição da espessura da gengiva. Já a segunda é recomendada a casos que necessitam apenas de correção em altura do tecido gengival.

Gengivoplastia
Técnica fundamental para o alinhamento e o nivelamento da gengiva, resultados que garantem a harmonia do sorriso. Indicações mais comuns:
Pequenas correções de curvaturas – forma.
Alinhar as gengivas e os lábios.
Eliminar os excessos – hiperplasias.
Corrigir o sorriso gengival.
Correção dos desníveis gengivais.
Eliminar crateras gengivais.

A gengivectomia seguida de gengivoplastia é uma técnica bastante usada, principalmente nos nossos dias de grande apelo estético.

Passos técnicos da cirurgia:
Assepsia e antissepsia.
Anestesia.
Verificação e demarcação das profundidades da bolsa.
Incisão primária ou horizontal.
Incisão secundária ou interdental.
Remoção dos tecidos incisados.
Curetagem da granulação.
Remodelação plástica.
Proteção da ferida cirúrgica.

As técnicas de gengivectomia e gengivoplastia são radicais, então, apresentam sérias restrições e indicações precisas. Antes de iniciá-las é preciso observar a largura da gengiva inserida de característica fibrótica, a presença de defeitos intraósseos e se há bolsas de profundidades diferentes.

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22 de Outubro de 2019
Cirurgias periodontais: os materiais e as técnicas de suturas podem ser um diferencial para alcançar resultados de excelência


As cirurgias periodontais estão presentes na odontologia há muitos anos. No século XIX, pensávamos que as doenças estavam nas gengivas, então, as cirurgias gengivais foram iniciadas. Porém, os profissionais na época notaram que a remoção da gengiva de nada adiantava, já que não ocorria uma cicatrização adequada, levando até a um agravamento da doença. Depois de muitas tentativas, compreenderam que o processo inflamatório das doenças periodontais ocorria pela presença da placa bacteriana, surgindo então o tratamento de raspagem. Hoje sabemos que a diminuição de um processo inflamatório acontece com a diminuição das bactérias no local afetado, assim, as cirurgias são indicadas apenas em casos de:
1- Bolsas periodontais maiores do que 5 mm juntamente a outros sinais, como os de inflamação.
2- Estética.
3- Aumento da coroa clínica.
4- Recuperação do espaço biológico.
Mas, antes, da realização de qualquer cirurgia é preciso entender quais são os melhores materiais e as técnicas a ser utilizadas. Dessa forma, viemos por meio de mais um material exclusivo falar sobre as técnicas de suturas. Você sabe qual é o melhor material a se utilizar? Boa leitura!

Suturas: faça a escolha certa!
A chave de sucesso para uma cirurgia é a combinação de alguns fatores: planejamento adequado, habilidade do cirurgião-dentista, técnica aplicada e decisão consciente pelo material que será utilizado. A escolha certa garante um pós-operatório mais tranquilo e previsível. Em contrapartida, a escolha errada pode colocar toda a cirurgia em risco, com contaminações, inflamações locais, atrofia de tecido, comprometimento estético, entre outros fatores.
Um bom fio de sutura deve ter a capacidade de manter a coaptação de tecidos sem perder a resiliência e sem o acúmulo de placa. Existem diversas opções de fios de sutura no mercado com características particulares. No entanto, muitos profissionais deixam de conhecê-las por não considerá-las importantes, optando pelas mais baratas ou pelas quais estão acostumados a utilizar. Os fios de sutura são importantes instrumentos para garantir a adequada cicatrização das bordas da incisão e a formação dos tecidos de reparação no local operado. Um fio de sutura sem qualidade aumenta, consideravelmente, o risco de um pós-operatório com complicações, devido à alta chance de arrebentar durante a cicatrização. Por exemplo, os fios de seda, muito utilizados na odontologia, dependendo da marca podem arrebentar rapidamente. Algumas pessoas optam pelos fios de nylon: são mais resilientes e não acumulam placas, porém, a desvantagem é no seu manuseio, são um material com alta memória, ou seja, quando existe um grande risco de rasgamento da borda de incisão.
Os diâmetros dos fios podem variar de 3 a 6. Quanto menor o valor, maior a espessura, sendo o fio 6-0 utilizado nas microcirurgias periodontais. As suturas devem ser realizadas a uma distância de 4 a 5 mm das bordas das incisões para que elas não se rompam ao apertar os nós, que necessitam ser apertados o suficiente para que as bordas do tecido fiquem bem adaptadas, sem a chance de se sobrepor e apresentar isquemia. Em áreas que pedem mais estética, recomenda-se que se usem fios finos e agulhas com ponta triangular, já que elas possuem maior grau perfurante.
Como protocolo no D&K Sorrisos, usamos em nosso dia a dia o fio Vicryl 5-0 ou 6-0. Apesar de esse fio ser reabsorvível, removemos todas as suturas com, no máximo, 14 dias de pós-operatório.

Para saber quais as técnicas de suturas que preconizamos nas cirurgias plásticas gengivais, acesse o e-book exclusivo.

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Fontes:
https://www.perioclinic.com.br/single-post/2017/09/26/Cirurgia-Periodontal-Basica
https://www.suturasonline.com.br/as-suturas-na-odontologia/
https://www.odontoup.com.br/suturas/
http://www.inpn.com.br/ProteseNews/Materia/Index/132999






12 de Agosto de 2019
Saiba mais: espaço biológico periodontal e o aumento da coroa clínica


No ano de 1961, em um estudo realizado por Gargiulo et al. (1961) foram mensuradas as distâncias estabelecidas por sulco gengival, epitélio juncional e inserção conjuntiva, cujos valores foram 0,69 mm de profundidade de sulco gengival (0 a 2,79 mm), 0,97 mm de epitélio juncional (0,71 a 1,35 mm) e 1,07 mm de inserção conjuntiva (0,44 a 1,56 mm), totalizando uma distância de 2,73 mm da crista óssea alveolar à margem gengival.
O termo “espaço biológico’’ foi descrito por volta de 1962, referindo-se à distância compreendida entre a base do sulco gengival e o topo da crista óssea alveolar, sem levar em conta o sulco gengival nas medidas.
Já em 1984, Nevins & Skurow (1984) publicaram que o sulco gengival não poderia ser menor que 1 mm e que deveria fazer parte do “espaço biológico”. Os estudiosos ainda relataram que a crista óssea alveolar é recoberta por fibras de Sharpey que ocupam coronariamente uma distância aproximada de 1,0 mm.
Há certa divergência em incluir ou não o sulco gengival nas suas medidas. Grande parte dos autores, seguindo os conceitos de Nevins & Skurow, inclui o sulco gengival como componente dos tecidos gengivais supracrestais. Mas, se você ler que o sulco gengival não é integrante dos tecidos gengivais supracrestais, também não estará errado. Esses autores apenas seguem uma linha de pensamento diferente de Nevins & Skurow.

Qual a importância do espaço biológico?
A integridade do espaço biológico é essencial para a manutenção da saúde gengival. A sua existência é precisa para a aderência do epitélio juncional da inserção conjuntiva à estrutura do elemento dental.
Alguns fatores são responsáveis pela invasão do espaço biológico, tais como fratura radicular, reabsorção dentária, perfuração radicular, preparos protéticos iatrogênicos e lesões cariosas.
No estudo realizado por Gargiulo et al. foi estabelecido um valor médio de 3,0 mm para a recuperação dos tecidos gengivais supracrestais. Grande parte dos autores considera essa medida entre o término do preparo protético e o topo da crista óssea alveolar para as cirurgias de aumento da coroa clínica com osteotomia.
O aumento da coroa clínica, normalmente, é realizado quando existe uma lesão cariosa ou uma fratura subgengival e há restauração protética, necessitando-se de uma distância de pelo menos 3 mm. Então, quando essa distância for menor é necessária a execução de intervenção cirúrgica. O objetivo central do aumento da coroa clínica com osteotomia é remover o tecido ósseo por meio de retalho.
A cirurgia é contraindicada por motivos estéticos, por exemplo, em caso de um dente anterior superior com fratura, situação na qual uma cirurgia ressectiva causaria sequelas. Em casos como esses, a solução seria uma extrusão ortodôntica.

Fonte: http://profalessandraareas.blogspot.com/2015/04/espaco-biologico-periodontal.html

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28 de Junho de 2019
Microcirurgia plástica periodontal: o mais alto grau de refinamento técnico


Conectar-se às principais tendências da odontologia estética ainda é um desafio para muitos cirurgiões-dentistas. A crescente demanda por tratamentos minimamente invasivos suscita a importância de intervenções mais conservadoras que visam a restabelecer a funcionalidade da boca em um período curto.
Neste sentido, a ausência de cicatrizes e a previsibilidade de resultados são requisitos fundamentais para que a qualidade do pós-operatório seja alcançada. O refinamento de técnicas convencionais é feito com o auxílio de um microscópio que oferece até quatro vezes mais iluminação do que um refletor comum, possibilitando a visualização minuciosa do campo operatório. Além disso, o profissional pode escolher dentre as várias possibilidades de magnificação, isto é, aumento da imagem, com o objetivo de realizar incisões mais delicadas e precisas.
A microcirurgia periodontal promove danos teciduais mínimos, é capaz de evitar o sangramento e induzir a uma cicatrização mais rápida, sem a formação de fibrose. Desse modo, os profissionais lançam mão de suturas que não expõem os retalhos à tensão acentuada, o que contribui para a obtenção de resultados estéticos mais previsíveis e na aceitação dos procedimentos cirúrgicos pelos pacientes.
As cirurgias de aumento de coroa clínica têm como objetivo estabelecer novos limites dos zênites gengivais para um sorriso harmônico e esteticamente belo. Com isso, a obtenção das distâncias biológicas periodontais assegura a estabilidade do pós-operatório.
A técnica cirúrgica possibilita individualizar a análise do espaço biológico, uma vez que cada indivíduo possui um biótipo periodontal diferente. Há, portanto, uma relação preestabelecida entre o biótipo e as medidas do sulco gengival, epitélio juncional e inserção conjuntiva. Atentar-se a isso é de suma importância para o sucesso do tratamento.
Contudo, acidentes cirúrgicos ainda são muito frequentes na prática clínica. Pacientes com biótipo periodontal fino podem ter perfuração dos retalhos, remoção acidental de fragmentos da cortical óssea e dilaceração de tecidos moles durante as suturas. Todos esses pontos interferem na qualidade da cicatrização e no nível dos zênites gengivais, uma vez que os resultados pós-operatórios dependem da espessura dos tecidos para posicionamento de retalho e para irrigação do sangue.
Cada fase da técnica microcirúrgica tem suas vantagens. A etapa inicial consiste em microincisão que permite contornar precisamente as papilas para preservar a área de sutura. O segundo passo é elevar o retalho: isso confere maior previsibilidade por meio da técnica de retalho dividido. A osteotomia, por sua vez, permite medir a distância biológica entre a crista óssea alveolar e o limite gengival a fim de garantir o tamanho preciso do osso a ser removido.
Por fim, temos a microssutura, que utiliza agulhas atraumáticas e fios não cortantes para evitar danos ao tecido.

  Fonte: KAHN, Sergio; DIAS, Alexandra Tavares. Sorriso gengival: uma visão multidisciplinar. São Paulo: Quintessence Editora, 2016.

Gostou do tema? Veja um caso clínico de aumento de coroa com base na técnica de microcirurgia.





21 de Maio de 2019
Lançamento da obra Recobrimento radicular: desafiando conceitos


Durante o congresso da SOBRAPE (Sociedade Brasileira de Periodontologia) foi lançada a obra Recobrimento radicular: desafiando conceitos (Editora Quintessence) dos autores Alexandra Tavares Dias, Sérgio Kahn e colaborares, que conta com 392 páginas ricamente ilustradas com fotos e traz, por trás da óptica da odontologia moderna, os conceitos mais atuais e detalhes acerca das manipulações de tecidos moles no contexto da periodontia estética.
Segundo José Eduardo Arnhold no prefácio, “por meio de mais de 20 anos de experiência, esta obra apresenta técnicas e soluções para a busca do melhor resultado clínico, estético, biológico e funcional para os pacientes com a experiência dos autores. O leitor tem em mãos uma ferramenta para a abordagem de suas casuísticas, considerando as mais diversas especialidades participantes do contexto, integrando a odontologia em uma visão multidisciplinar”.
São 13 capítulos, abordando as manipulações de tecido moles de A a Z: Histórico, Checklist do Recobrimento Radicular, Lesões Cervicais não Cariosas, Biomodificação da Superfície Radicular, Enxerto de Tecido Conjuntivo, Filosofia e Técnica, Técnicas de Remoção do Enxerto do Palato, Magnificação, Preparo Pré-operatório, Instrumental Utilizado, Técnicas de Sutura, Cuidados Pós-operatórios.
O lançamento ocorreu dia 3 de maio de 2019, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de colegas e familiares.
Para conhecer mais sobre o livro e conferir algumas páginas, acesse https://www.quintessenceditora.com.br/produtos/recobrimento-radicular-desafiando-conceitos/





20 de Maio de 2019
Cirurgia reconstrutiva periodontal: fatores que devem ser analisados para um bom prognóstico


Uma vez que as doenças periodontais consistem em processos inflamatórios induzidos pelos micro-organismos do biofilme, podemos dizer que a extensão do dano periodontal depende da suscetibilidade do hospedeiro e de outros fatores de risco que podem estar associados a condições como alterações sistêmicas e aspectos comportamentais do paciente.
Na prática clínica, escolher entre reparar o tecido de sustentação ou extrair um dente é uma decisão complexa. A partir de um prognóstico coerente, devem-se tratar os dentes comprometidos, evitando a extração. Nesse sentido, o uso de biomateriais pode ser decisivo para alcançar objetivos terapêuticos individuais, favorecendo a regeneração dos tecidos que foram destruídos. Além disso, os biomateriais utilizados em protocolos podem até conter a progressão da doença periodontal!
Mesmo optando por um tratamento regenerativo, não se esqueça de que a higiene bucal é um dos fatores fundamentais para eliminar a infecção e prevenir a sua progressão. Para tanto, procedimentos como raspagem, remoção de porções retentivas de placa e aplainamento radicular são recomendados, assim como a motivação do paciente em fazer a correta higienização.
A terapia cirúrgica ou regenerativa pode ser indicada para corrigir os defeitos ósseos após a fase inicial do tratamento periodontal. Ao compararmos a longevidade de implantes e de dentes comprometidos por doenças periodontais, notamos que ambos os casos, desde que tratados corretamente, possuem índices de sucesso semelhantes. No entanto, fatores de risco como idade, interações medicamentosas, tabagismo, alimentação e má higiene oral podem impactar negativamente a reparação do periodonto e devem ser considerados no prognóstico.
Outro ponto a considerar é a morfologia da lesão óssea, pois é um fator-chave na previsibilidade de resultados. Os defeitos horizontais situados na base do alvéolo e os defeitos verticais intraósseos do plano apical estabelecem parâmetros distintos para a escolha do tratamento.
A estratégia regenerativa é indicada para defeitos ósseos em que pelo menos uma parede da estrutura é mantida. No entanto, estudos comprovam que deformidades em duas ou três paredes respondem melhor a tratamentos regenerativos. Quanto mais profundas, maior será o ganho de inserção e o preenchimento ósseo.
Esses casos podem ser tratados por meio de um substituto osteocondutivo de reabsorção lenta associado a uma membrana. Para defeitos intraósseos periodontais e de furca, a regeneração tecidual guiada (RTG) se mostra superior ao debridamento a retalho aberto (DRA), isto é, microcirurgia para remoção de tecido desvitalizado.
A eficiência da técnica de RTG se deve à redução das profundidades de furca horizontais abertas, níveis de inserção horizontal e vertical e profundidades de alvéolo para defeitos de furca de classe II na mandíbula ou na maxila.
Assim, além de considerar a situação atual do defeito ósseo, o prognóstico deve considerar também o entendimento do paciente e sua motivação sobre a higienização, além dos fatores de risco envolvidos.

Fontes:
LOPES, Manuela Wanderley Ferreira et al . Impacto das doenças periodontais na qualidade de vida. RGO, Rev. gaúcha de odontologia. Porto Alegre, v. 59, supl. 1, jun. 2011.
Wang HL et al., J Periodontol. 2005 Sep; 76(9):1601-1622
Sculean A et al., J Clin Periodontol. 2007 Jan;34(1):72-77
Holm-Pederson et al, Clin. Oral Impl. Res. 18 (Suppl. 3), 2007 / 15–19
Donos N et al., Periodontol 2000. 2012 Jun;59(1):89-110
Checchi L et al., J Clin Periodontol. 2002 Jul; 29(7): 651–656
Samet N et al., quintessence Int. 2009 May; 40(5):377–387
Becker W et al., J Periodontol. 1984 Sep; 55(9):505-509
Newman, Takei, klokkevold, Carranza. CARRANZA’S CLINICAL PERIODONTOLOGy. ISBN 13 978-1-4160-2400-2.
Lindhe, karring, Lang. Clinical Periodontology and Implant Dentistry. BlackwellMunksgaard. ISBN 1-4051-0236-5.
Rateitschak, Wolf. Farbatlanten der Zahnmedizin 1. Parodontologie. Thieme. ISBN 3-13-655601-1. Cortellini P. et al., J Clin Periodontol. 2011 Oct;38(10):915-924
Cortellini P., Tonetti MS., J Periodontol. 2004 May;75(5):672-678
Sculean A. et al., J Clin Periodontol. 2008 Sep;35(9):817-824
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Papapanou PN., Tonetti MS., Periodontol 2000. 2000 Feb;22:8-21 18 Reddy kP et al., J Contemp Dent Pract. 2006 Feb 15;7(1):60-70
Murphy kG et Gunsolley JC, Ann Periodontol, Dec, 2003, Vol 8. Number 1, 266-302
Houser BE et al., Int J Periodontics Restorative Dent., 2001 Apr, 21 (2): 161-169
Paolantonio M et al., J Periodontol. 2010 Nov;81(11):1587-1595





10 de Março de 2019
Mal de Alzheimer pode estar associado às inflamações gengivais


Uma publicação recente na conceituada revista New Scientist sugere que o mistério acerca das causas do Alzheimer está perto de acabar. A doença pode estar associada a bactérias que acometem a cavidade bucal, desencadeando a perda óssea.
Com o aumento da expectativa de vida, descobriu-se que a perda progressiva da memória e da função cognitiva envolve o acúmulo de dois tipos de proteínas no cérebro.
No entanto, essa hipótese passa a ser questionada a partir da constatação de que as placas proteicas também podem estar presentes em cérebros saudáveis. Em 2016, alguns estudos demonstraram a ação efetiva de proteínas específicas no combate a bactérias.
Seguindo essa linha de pesquisa, vários laboratórios independentes reconheceram a Porphyromonas gingivalis como responsável por inflamações locais no cérebro de pacientes com Alzheimer.
Essa espécie faz parte de uma comunidade bacteriana presente na boca. A entrada de bactérias orais na corrente sanguínea pode favorecer a chegada desses micro-organismos ao cérebro, rompendo as estratégias de defesa do corpo.
Desse modo, mais duas hipóteses são construídas: a de que o cérebro, ao tentar conter a infecção, causa a destruição de neurônios ou, ainda, a de que há um ataque direto por meio das bactérias.
Fortes evidências genéticas, entretanto, demonstram que outros fatores também podem ser centrais no desenvolvimento do mal de Alzheimer. Como cada organismo reage de um modo diferente às inflamações, pode-se dizer que as variações genéticas influenciam a quantidade de danos provocados pela bactéria Porphyromonas gingivalis no cérebro.
A velocidade com que o dano se acumula é um fator-chave na doença. Embora muitas pessoas tenham Porphyromonas gingivalis em suas bocas, apenas algumas desenvolvem Alzheimer.
Se alguma dessas hipóteses for confirmada, tratamentos eficazes podem ser desenvolvidos.
Esforços de uma equipe em Melbourne, Austrália, levaram à criação de uma vacina – ainda em estudo – contra a Porphyromonas gingivalis.
A grande maioria das pessoas com Alzheimer é diagnosticada com a doença após os 65 anos de idade, mas aglomerados de proteínas específicas podem começar a se acumular no cérebro de 15 a 20 anos antes de os sintomas aparecerem.
O mal de Alzheimer é uma doença complexa que acomete entre 60% e 70% dos pacientes com demência. Os primeiros sintomas incluem perda de memória de curto prazo e apatia que se confundem com o envelhecimento normal, dificultando o diagnóstico precoce. Pode parecer surpreendente que uma bactéria da boca tenha sido associada à doença de Alzheimer. Porém, não seria a primeira vez que uma doença teria uma origem infecciosa inesperada. Um forte exemplo é a gastrite, que tinha como causa o estresse ou o excesso de ácidos no estômago e depois foi descoberto como agente principal uma bactéria chamada Helicobacter pylori.





07 de Novembro de 2016
Lançamento do Livro Sorriso Gengival!


O lançamento do livro Sorriso Gengival escrito por Sérgio Kahn e Alexandra Dias ocorreu no último dia 4 de novembro no Barra Life Medical Center, no Rio de Janeiro, ao final de um dia de palestras com grandes nomes como Roberto Prado, Terumitsu Sekito Júnior, Glecio Vaz de Campos, Raphael Monte Alto, Felipe Miguel Saliba e Fabio Persagani.